REUNIÃO DOS ALUNOS COM A UNIVALE DIA 23 DE MARÇO

25/03/2010 06:48

 

RELATÓRIO DA REUNIÃO COM A FUNDAÇÃO PERCIVAL FARQUAR, DIREÇÃO DA UNIVALE E REPRESENTANTES DAS COOPERATIVAS DE CRÉDITO COM OS ALUNOS DA UNIVALE – 23/03/2010

 

Pois é pessoal!!!

 

No dia 23 de março do ano de 2010 aconteceu, no Edifício Pioneiros, Sala 03, do Campus II da UNIVALE uma reunião entre os representantes dos alunos, da fundação mantenedora, da reitoria (a reitora NÃO compareceu) e das cooperativas de crédito. A reunião tinha na pauta a política de descontos na mensalidade escolar e a oportunidade da instituição se explicar sobre o descabido desconto aos seletos alunos privilegiados pelos programas: “Começar de novo ficou mais fácil” e “Transferência externa voluntária”.

Iniciamos a reunião por volta das dezessete horas, quando o pró-reitor Administrativo Amauri após breve apresentação dos presentes abriu a oportunidade para que os alunos se manifestassem. A fala inicial foi no sentido de cobrar explicações da instituição sobre o desconto descabido que deram aos alunos de outras instituições de ensino e NÃO HOUVE o mesmo tratamento com os alunos que aqui estudam. Fez saber os presentes a nossa indignação pelo desrespeito e deslealdade da UNIVALE que, ao optar por beneficiar alunos externos em detrimento de uma ausente política interna de bolsas, causou real indignação por parte dos estudantes que aqui já se encontravam. Foram questionadas quais propostas a UNIVALE pensa em oferecer aos alunos, não só do curso de direito, mas a todos que estudam na instituição que não possuem nenhum tipo de desconto e se encontram em situação financeira cada vez mais complicada, principalmente depois do último reajuste no valor das mensalidades.

Mostramos nossa insatisfação diante da situação que, de forma humilhante e desigual, submeteu a TODOS os alunos da instituição, uma vez que os outros beneficiados aproveitam da mesma estrutura, espaço físico, acessibilidade, e programa pedagógico, porém, pagam a metade do valor das mensalidades que outros sem benefício algum urram para manter em dia.

Outro ponto prejudicial é a conseqüente lotação das salas de aula. Com a entrada de tantos alunos nos diversos períodos, algumas salas de aula chegam a apresentar super lotação, causando desconforto para os alunos e aos professores. Sem contar as complicações geradas pelo conflito de disciplinas entre os alunos transferidos, podendo prejudicar, inclusive,  o desempenho não apenas dos que aqui já estavam, mas também dos que chegam.

 

Justificativas:

A professora Fabíola, pró-reitora acadêmica, alegou que o tal acordo firmado com as instituições financeiras, trata-se de política de captação de alunos para ocuparem as vagas ociosas, acrescentando com isto uma receita nos cofres da instituição para manter a qualidade do ensino oferecida aos alunos. Que em nenhum momento tiveram a intenção de prejudicar nós alunos. Que a escolha dos alunos segue alguns critérios e que o espírito do programa de bolsa é a avaliação dos alunos, os quais, para conseguir os tais benefícios do acordo passam por um rigoroso critério avaliativo.

 

O Sr. Mauro, responsável pela Fundação, alegou que a proposta das cooperativas veio de encontro com os interesses da instituição; que hoje 99% da receita vem da mensalidade dos alunos; que é pública a situação de dificuldade financeira em que passa a Universidade. Inclusive ressaltou que até o pagamento do 13º salário dos professores e funcionário encontram-se atrasados, por isso, neste momento não há possibilidade de oferecer descontos para todos os alunos, diante da impossibilidade de poder cumpri-los. A única alternativa oferecida, é que em maio a entidade retoma o programa BDI, um programa de bolsas internas de acordo com critérios socioeconômicos e que ao final do ano serão reavaliados para prosseguir com o benefício ou não. O tal programa será amplamente divulgado. Houve também uma promessa de que a medida que as contas forem se equilibrando e alcançar um superávit, que este será repassado aos alunos da Universidade em forma de descontos nas mensalidades; que dividiu as despesas hora recorrentes em doze parcelas, portanto, não há que se falar em diminuição de mensalidade pelos próximos meses; que não houve intenção de prejudicar os demais alunos com o programa. Quando cogitou a hipótese de que as escolhas dos alunos tinha um cunho político, pediu para que as representantes dos grupos cooperados se manifestasse para explicar como se deu o tal acordo e quais foram as condições para que os alunos recebessem o benefício.

 

Valquíria, uma das responsáveis pelas cooperativas, afirmou que procuraram a instituição porque havia uma proposta a ser firmada com base em projetos sociais, onde os alunos beneficiados teriam que seguir as condições para receberem o benefício; que em nenhum momento quiseram prejudicar os alunos ou terem agido com falta de ética; que a seleção dos alunos partiu da fundação; que a intenção da cooperativa foi de promover projetos sociais no meio acadêmico através dos alunos contemplados; que firmaram compromisso de estarem participando e colaborando com os eventos desenvolvidos por aquela instituição. Questionada se as cooperativas procuraram outras instituições para propor o tal acordo, afirmou que não (temos conhecimento de que as cooperativas procuraram outras instituições de ensino, que estas não aceitaram o acordo por não ser homogêneo, para todos). Questionada se a escolha de determinados alunos para serem contemplados com a bolsa, tinha uma finalidade política (captação de eleitores para posterior eleição interna dentro das cooperativas) para beneficiar alguma chapa, sorriu e disse desconhecer tal fato.

 

Conclusão

Pontos negativos

- NÃO HOUVE contraproposta da fundação no que diz respeito aos descontos das mensalidades aos demais alunos, ancorados na justificativa de que a instituição passa por crises financeiras.

 

- Apesar de sinalizar um interesse discreto para contemplar os demais alunos, NÃO ESTABELECERAM DATA para que o quadro negativo que por hora passam se reverta e atinja o tal superávit, para que haja uma reconsideração dos valores abusivos das mensalidades pagas por todos os alunos.

 

- Apesar de a reunião ter sido marcada dentro da agenda da reitora, sacrificando aqueles que abriram mão de seus afazeres e trabalho para estarem presentes na mesma, o núcleo administrativo, ignorando todos os nossos sacrifícios, entenderam que não havia necessidade da sua Magnífica presença e assim a reunião aconteceu SEM A PRESENÇA DA REITORA.

 

- Apesar do discurso pronto e acabado e tentativa de fuga do tema com desvios para levar o foco da discussão a outra seara, os representantes da fundação e cooperativa NÃO conseguiram explicar o desconto de 50% das mensalidades: não explicaram o critério de escolha, não explicaram porque não divulgou nos campus da UNIVALE, o fazendo somente por meios de mídia local e site.

 

Pontos Positivos

- A forma livre, democrática e ordeira dos alunos que estiveram presentes, questionando TODOS os pontos obscuros, exigindo explicações claras e cobrando descontos para todos.

 

- A reativação do BDI, promessa da UNIVALE, para o mês de maio próximo (resta saber qual será sua real abrangência – coisa que ninguém quis falar ou soube explicar).

 

- A mobilização acordou de um sono profundo os dirigentes da instituição que se mostraram preocupados e interessados nos questionamentos dos alunos, tanto, que compareceram à reunião marcada, ainda que a reitora não tenha seguido o mesmo exemplo.

 

- A mobilização VAI CONTINUAR porque nossos objetivos não foram alcançados.

 

- Alunos de outros cursos da universidade estão acompanhando o desenrolar destes acontecimentos e estão dispostos a somar forças para aumentar o leque de reivindicações.

 

            Estiveram presentes, Profº José Francisco, Diretor da ACSA/FADE, Profª Lisandra, Coordenadora do Curso de Direito, Valquiria e Daniela representando as Cooperativas de Crédito, a pró-reitora Acadêmica Fabíola e o pró-reitor administrativo Amauri, um representante da direção administrativo-finaceira da Fundação Percival Farquar Sr. Mauro, além dos alunos Renato, Pedro, Weliton e Lorhany.

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(ESAF/FISCAL TRABALHO/98) O dolo que leva a vítima a realizar o ato negocial, porém em condições mais onerosas ou menos vantajosas, não afetando sua declaração de vontade, nem influindo diretamente na realização daquele ato, que seria praticado independentemente do emprego de artifício astucioso, designa-se

a) dolus bonus
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